a caixota troglodita    

a caixota troglodita

 

Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.(F. Pessoa)– sombras e mensagens da idade que é uma pedra. sinais e substância para caixotatroglodita@hotmail.com

[Sombras Caídas]
Maio 2004 Setembro 2004 Dezembro 2004


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    dezembro 09, 2004  

não me apetece títulos 

Na caixa mais troglodita de todas, houve um comentador político que se afastou. Era um tempo em que a asneira política foi elevada à condição de totem do clã. A propaganda tomara conta do reino das sombras: retoma, descida do IRS, mais salários, fim da crise, etc... Com tais mensagens, a massa ululante que povoa esta caverna cada vez mais sombria, ia-se entretendo, de modo a esquecer desgraças como aquela(s) do processo de colocação de professores.

Na sequência desses (e muitos outros) inenarráveis episódios, que fizeram correr rios de tinta nas gráficas e desgastaram fortemente os teclados deste país, o rebanho exaltou-se e, no reino das realidades aparentes, extinguiu-se a sombra do suposto (ou imposto?) pastor, depois de o ancião da gruta ter decidido (com relativo atraso, dizem) extinguir o foco de luz que projectava a sua figura para a ribalta com que ele apenas sonhara.

De nada valeu ao dito cujo - que parece partilhar comigo o gosto pelas sestas - soltar os cães sobre o rebanho. É que o alegado pastor, pelo que demonstrou, é afinal tão mau, tão mau, tão mau, que até a sua matilha se dividiu, e os cães, em vez de morderem o inimigo, foram morder, sem veleidades e com a força de um pittbull, as mãos do próprio pastor.

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 2:45 da tarde ] [ ]


 

Dentro de momentos... 

retomaremos a emissão transmitindo, em diferido, tudo aquilo que, ao longo dos últimos três meses, justificou milhares de horas de ruído nos media. Pedimos desculpa pelos incómodos, especialmente por causa do ruído.

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 2:28 da tarde ] [ ]


 

Emissão em diferido 

Este blog não tem sido actualizado. Adjudicamos esse trabalho à Compta.

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 2:26 da tarde ] [ ]



    setembro 27, 2004  

Twilight Zone 

A verdade é que eu gosto tanto da universidade que, desde que nela entrei, nunca terei demonstrado grande vontade de dela querer sair.

Em vez disso, fui ficando pelas matemáticas e bioquímicas, áreas que não haveria querer de certeza, e que, por esta razão, não me impediam de dedicar a minha atenção a outras coisas que (naquela idade, mas também ainda hoje) me pareciam sempre bem mais apelativas.

E depois, lá dei, efim, o salto para as chamadas "Humanidades", designação que sempre contestei. Pergunta: haverá algo de desumano, não-humano, inumano (isto diz-se?), anti-humano, na Medicina, na Química, na Biologia, na Bioquímica e, pronto, o.k., na Matemática? Nem eu, que vim a descobrir (tardiamente, dizem) ser incapaz de moldar a minha personalidade nos campos de treino que essas áreas ofereciam, sou capaz de tamanha injustiça que é chegar ao ponto de separar as ciências naturais da(s) humanidade(s)...

Hoje, à hora em que inicio a escrita deste post, que não será, nem de perto nem de longe a hora a que vou acabar, porque, normalmente, entre o início e o fim há já todo um ritual demorado a cumprir [...cof!cof!...tosse... ó pai! quero água!... glurb...... óoo paai, quero mais!... (o pai em tom desesperado) E quando é que dormes? Já viste as horas?....cof! cof!... tosse, desta vez fingida..... óoooooo... (em tom de queixume) .... paaaáiii! eu não encontro o pião! ele já não brilha no escuro!...), dizia eu que a hora deste post é absolutamente irrelevante para o que eu queria dizer neste post (olha, olha, o meu primeiro McGuffin blogosférico!), que, para os mais esquecidos, começou com divagações pseudo-cinzentonas da "minha (incutida por outros) consciência", sempre vigilante e pronta a disparar, desta vez, acerca do meu (até agora) pouco brilhante - lá está, a "minha consciência" a (inter)ferir-me nas ideias – percurso académico na universidade.

É claro que se alguém conseguiu chegar até aqui na leitura deste post, não me culpem a mim (não foi porque eu não tentasse complicar a coisa). E dizia eu que gostei tanto daquilo que nunca mais quis largar aquilo.

Hoje, já com aspecto de homem das cavernas entroncado, exibindo humildemente as marcas no corpo que me foram sendo inflingidas nos campos do mercado laboral moderno – onde afinal preferi estar por vontade própria, com (algum, dizens uns, nenhum, dizem outros) talento e muito esforço –, regressei à Universidade (foooooda-se!!! 1454 caracteres - a azul - para dizer que voltei à escola, que era o assunto deste post ... vê-se logo que estou a receber à peça, perdão, que agora sou um jornalista free-lancer).

Directamente do mercado global de trabalho para as cadeiras do segundo ano do curso. Foi este o meu movimento. E isto sim, é uma trituradora.

Ainda não sei bem como dizê-lo. Mas parece que, sem ter mudado nada desde a primeira aula a que assisti na universidade (e já lá vão mais de dez anos), a escola onde se forjam os dr.-às-vezes-também-por-extenso, engenheiros ou arquitectos, juízes ou médicos, se transformou numa verdadeira "twilight zone". Hei-de voltar a este assunto. Parafraseando este senhor, desaparecido em combate, só não sei quando.

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 11:44 da tarde ] [ ]


 

A realidade na sombra #2 

Dar a penumbra certa à mais rude das paredes abre mil e uma possibilidades de transformar o real no que não existe.

O problema é que há famílias do Homo Sapiens que já descobriram o fogo mas ainda não perceberam que a luz que emana da labareda sobre os corpos tem o dom de criar sombras. Que por vezes fazem cair a máscara aos membros dessas famílias que se têm como boas.

Pobres coitados... O problema é que eles não sabem que as sombras são como o algodão daquele homenzinho careca, vestido com fato de criado, que aparecia regularmente na Grande Caixa Troglodita - não enganam.
O resto, está tudo explicadinho aqui, de forma precisa e curta, como é costume no Albergue dos Danados. Segue-se o post disponível no link , com a devida vénia ao autor, Nicky Florentino, e em itálico para distinção:

"Passe-partout. No passado sábado, na primeira fila do friso que aplaudia o novo senhor secretário-geral do PS estavam o senhor dr. António Costa, o senhor Armando Vara, o senhor dr. Capoulas Santos, a senhora dr.ª Edite Estrela, o senhor dr. Jaime Gama, o senhor dr. Jorge Coelho, o senhor dr. Miranda Calha, o senhor dr. Sérgio Sousa Pinto, o senhor dr. Vitalino Canas. Às tantas, na homilia da circunstância, o senhor eng.º José Sócrates clamou, “o PS está pronto para liderar uma mudança política em Portugal e essa mudança começa hoje”. Vê-se. É por isso que não se acredita. Nicky Florentino."

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 11:21 da tarde ] [ ]



    setembro 25, 2004  

Today... 

Trinta e um. Anos. A partir de hoje. 3-1.
Tudo aquilo que está para trás, resumido assim, na frieza dos limites absolutos destes dois números: 3 e 1. Uma associação que produz um referente estranhíssimo... (ei! quem é que convidou o Charles Peirce?!).

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 3:42 da tarde ] [ ]


 

...I don't care... 

Aí está! Era disso mesmo que precisava. Uma vitória. Uma goleada! Naquele dia. Hoje. Sorriu, com os lábios quase a rebentar de esperança.

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 3:41 da tarde ] [ ]


 

... about titles 

Ao fim das duas primeiras SMS com votos de parabéns, rendeu-se às evidências.
A primeira mensagem vinha de quem parece amá-lo há anos, mas que ele não quer saber, há anos. A segunda era de alguém que, nos últimos tempos, tem vindo a fazer exactamente o mesmo, mas ferindo-o a ele com a pior das rejeições.
Cravou então o olhar no céu, que lhe parecia o mais azul que um Outono pode oferecer, e decidiu, enfim, contentar-se com o empate.

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 3:40 da tarde ] [ ]



    setembro 22, 2004  

"Um ano a partir pedra" 

O blog Quartzo, Feldspato & Mica (QF&M) assinala hoje um ano de vida. Foi "um ano a partir pedra", dizem os autores.

Espero que continuem. Na minha humilde opinião, conservam um dos sítios mais interessantes da blogoesfera portuguesa. Bailando nas arestas albas do pensamento pós-moderno dominante na nossa modernidade mesquinha e medíocre, o QF&M seduz-me pela essência e pela beleza simples, talvez complexa porém, do seu template.

O QF&M tem a virtude de me oferecer, periodicamente, uma ligação segura à Terra.
Parabéns!

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 3:21 da tarde ] [ ]



    setembro 18, 2004  

Diz-me quem és, dir-te-ei quem toca 

echoandthebunnymen.jpg
"You're all about the music. Not too incredibly
mainstream, but not too incredibly underground.
It's awfully hard for anyone to oppose you,
seeing as how you rule".


What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 10:03 da tarde ] [ ]


 

Serviços mínimos 

Eu, porém, ao contrário dos "homens casados, os pais de família, esses grandes aventureiros do mundo moderno" (Charles Péguy, via Citador), quero fazer só uma coisa de cada vez . Por isso, este blog encontra-se em serviços mínimos por 15 dias.

Post-it: "Ser pai não é uma profissão; não é nem mesmo um dever: é apenas um direito entre tantos outros" (adaptado de Oriana Fallaci, Ibidem). E é, ainda, muito mais que isso (digo eu).

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 3:19 da tarde ] [ ]



    setembro 16, 2004  

Eles andem aí 

Ufa.... it's alive!

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 7:36 da tarde ] [ ]


 

Tempo morto 





Quem pode deter
o instante que não pára de morrer?

(S.M.B.Andresen)

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 1:00 da manhã ] [ ]


 

Vida de desempregado só pode piorar 

Há vários dias que ninguém desta casa dá sinal de vida. Estou cada vez mais preocupado.

Até parece que os autores decidiram, assim, de repente, sem aviso, sem Agosto que explique ausências, levar à letra aquelas reticências que rematam o nome do referido blogue.

Ai, como é miserável a vida de desempregado!... A cada minuto que passa, parece piorar.

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 12:49 da manhã ] [ ]



    setembro 15, 2004  

Sociologia do desempregado pela capital 

Na sequência do post anterior, que alude a uma notícia onde Manuel Villaverde Cabral faz uma divisão de Portugal entre Norte-Caciquista e Sul-Impoluto, o jornalista que assina o referido texto, publicado na edição de hoje do jornal A Capital, acrescenta que "para aquele investigador do Instituto de Ciências Sociais, “uma parte não despicienda dos eleitores [do norte] reage desta forma [cúmplice e complacente perante o caciquismo], porque integra a chamada rede clientelar que lhe facilita, por exemplo, o acesso aos empregos camarários”".

Estas declarações desvairadas do senhor investigador merecem-me como resposta a seguinte

Moção


Considerando que:

1. estou no desemprego desde as 18h30 deste dia 15 de Setembro de 2004 (infelizmente, estou a falar a sério);

2. fui vítima, com outros colegas, de uma decisão tomada pela administração que trabalha no sul do país, e por isso, é composta por gente intrinsecamente boa, inviabilizando, dessa forma que os trabalhadores aleguem má fé da decisão;

3. não integro, apesar de já ter idade suficiente, uma rede clientelar;

4. resido no norte do país e, portanto, corro sérios riscos de exposição ao temível cacique ;

Eu, reunido a 15 de Setembro de 2004, em frente ao PC durante as primeiras três horas e meia de vida de desempregado (digam lá se não parece uma moção a sério, à lá gauche), proponho:

1. que todo e qualquer trabalhador que caia no desemprego resista heroicamente, neste país chamado Portugal – e mesmo que que isso implique passar a dar fome aos filhos e dívidas ao mundo –, a toda e qualquer cunha, em nome da "sulização" moral, dos costumes e do mercado de trabalho;

2. que seja elaborada uma campanha de formação de atitudes centrada nos exemplos de resistência à cunha e ao cacique dadas ao longo dos tempos por tantos homens bons de Lisboa e arredores, como, por exemplo Isaltino Morais, Pedro Lynce ou Martins da Cruz;

3. que o material de campanha seja divulgado nas escolas dos povos bárbaros do norte de Portugal, mediante o pagamento de preços que serão diferenciados em função das capacidades económicas, declaradas em sede de IRC, pelas economias regionais;

Subscreve e pede deferimento,

carteiro Pablo.

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 9:43 da tarde ] [ ]


 

Sociologia da capital 

Na edição online do jornal A Capital, o sociólogo Manuel Villaverde Cabral, apresentado como investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, surge a fazer umas contas curiosas.

Escreve o jornalista do citado diário que o investigador, ao definir o fenómeno do cacique, sublinha que a corrupção política entendida numa perspectiva de caciquismo é típica do Norte do País, embora não seja exclusiva, citando depois, já directamente e entre aspas, o sociólogo quando este diz que essa ligação Norte/Cacique “resulta da estrutura sociocultural que caracteriza aquela região [norte]”.

Infelizmente, o estilo da prosa é extraordinariamente dúbio, deixando pairar a dúvida sobre o que são as palavras e ideias do jornalista e o que são as ideias defendidas pelo sociólogo. De qualquer das formas, parece resultar claro que o que diz o sociólogo vem ao encontro de uma ideia feita, que é a de que o Norte é um viveiro de caciques e afilhados. Eu não duvido que haja cá por cima um qualquer micro-clima propício ao florescimento de Valentins Loureiros (a figura que o jornal escolheu para acompanhar a prosa de Villaverde Cabral), Fátimas Felgueiras ou Pimentas Machados. Mas não consegui deixar de me irritar com o que me foi oferecido naqueles minutos em que passei os olhos pelo referido texto.

No mínimo, classifico isto como jornalismo preguiçoso, o ir procurar um investigador – e lamento que este se dê ao papel – e pô-lo a falar subjectivamente sobre uma ideia feita que ultimamente tem estado alicerçada em algumas circunstâncias concretas, apenas com o fito de tentar dar uma consistência de verdade científica ao que para mim, apesar do que a prática tem demonstrado, não passa (ainda) de uma ideia feita.

Se o respeitável sociólogo percebesse alguma coisa de Matemática, em vez de somar os maus todos do lado do Norte, elevava primeiro esse número ao cubo e dividia o resultado pelo país todo.

Por outro lado, se o investigador fizesse o mínimo de investigação com o mínimo de curiosidade, em vez de aceitar o desprestigiante papel de "calçador" de jornalistas preguiçosos, saberia que Lisboa e arredores está cheia de gente vinda de outros lados, inclusive do norte.

E, last but not least, se percebesse alguma coisa do género humano e de probabilidades, então saberia também que entre aqueles que seguem rumo ao sul, se contam tanto os acidentalmente bons quanto os intrinsecamente maus do norte.
Por isso, senhor investigador de Lisboa, é fácil de concluir, para mal dos nossos pecados, que os caciques sempre estiveram, e parece que sempre estarão, por todo o lado.

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 9:15 da tarde ] [ ]


 

Publicidade... 

... gratuita à vizinhança galega, que é uma das melhores coisas que Portugal tem.



   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 8:21 da tarde ] [ ]


 

Propaganda... 

...educativa. De borla.


Puma. Brevemente com linha de lenços.

   [ POSTED BY o carteiro neruda sempre duas vezes @ 8:19 da tarde ] [ ]


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